8 08
2018

RELATO DE PARTO COM VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Relato de parto normal

QUANDO O QUE EU IDEALIZAVA SE CONFRONTOU COM A MINHA REALIDADE DE PARTO.

Relato de parto: a gravidez

A gravidez do Samuel, meu primeiro filho, foi muito tranquila. Trabalhei até o último dia. Apenas na reta final que comecei a ficar um pouco inquieta, pois não imaginava tamanho era o cansaço dos últimos dias. Mas no geral, tudo foi ótimo! Sem contratempos e sem problemas de saúde. E meu sonho desde sempre era ter um bebê através de um parto normal. Minha mãe teve cinco filhos de parto normal e eu me inspirava nela. Era esse o meu maior desejo: um parto normal lindo e meu filho nascendo cheio de saúde.

Relato de parto: Primeiro Sinal

Era 25 de Julho de 2007, uma segunda-feira, cerca de uma e meia da manhã. Estava com 39 semanas e 1 dia.
Eu estava dormindo e tive um sonho. Sonhei que estava segurando aqueles balões cheios de gás hélio e um menino vinha correndo em minha direção e estourava um dos balões que eu segurava e eu me assustava com o barulho. Acordei com o susto do sonho e disse: “estourou!”.
Mal sabia eu que na verdade o que havia estourado, coincidentemente, foi a bolsa gestacional.
Ao acordar com o susto, senti uma vontade grande de ir no banheiro. Fiquei em pé e um líquido escorreu pelas minhas pernas e, como eu não conseguia ter controle sobre ele, imaginei de imediato que seria a bolsa rompida.

Relato de Parto: Ida para o hospital

Respirei fundo e, como estava sem nenhum tipo de dor, acordei meu esposo tranquilamente. O Renan ficou muito agitado, preocupado, sem saber o que fazer. Eu dizia: “calma meu amor, fique tranquilo, estou bem!” e ele não sabia nem por onde começar.
Naquela época não tínhamos carro e um dos nossos padrinhos de casamento, que por sinal era também nosso vizinho, já havia insistido para que nós o chamasse quando tivesse chegado a hora de ir para o hospital. Ligamos para nossos pais para avisarmos sobre o ocorrido e meu esposo foi até a casa do vizinho chamá-lo. Em menos de dez minutos já estavam todos em casa: padrinhos de casamento e meus pais. Nesse momento peguei as malas para maternidade e fomos para o hospital. Continue lendo

7 08
2018

VAMOS FALAR SOBRE PARTOS?

Partos e recém nascidos

‍Olá meninas, tudo bom com vocês?

Se tinha uma coisa que eu amava fazer enquanto estava grávida era ler ou assistir relatos de partos.

Confesso que até hoje ainda gosto muito. Claro que já não pesquiso sobre o tema na mesma frequência de quando estava gestante. Mas vira e mexe, se me deparo com algum relato, eu paro o que estou fazendo e dou alguns minutinhos de atenção para compreender como foi para aquela mulher a sua experiência de parto.

Pensando nisso e a pedido de muitas seguidoras do instagram @blogsabormaterno  resolvi compartilhar com vocês o meu relato de parto. Aliás, os meus relatos de partos: 3 filhos, 3 experiências incríveis.

Alguns momentos maravilhosos…outros traumatizantes. Prometo tentar ser a mais realista possível e pode ter certeza que não vou iludir ninguém e nem tentar passar uma impressão de que tudo são flores ou horrores.

Lembrando que vou registrar aqui a minha experiência e que cada experiência é única. O que foi bom ou ruim para mim não significa que será da mesma forma para você ou vice-versa.

Então, vamos fazer assim: a partir de amanhã começo postar os relatos. Postarei um na quarta, na sexta e na proxima segunda-feira. Farei na ordem dos nascimentos dos meus filhos:

1) Samuel: parto normal marcado por violência obstétrica (SUS).

2) Manuela: cesariana agendada (particular).

3) Arthur: parto normal humanizado (SUS).

E ai, o que acharam? Prontas para embarcarem nessa comigo?

Se conhecerem alguma gravidinha ou alguém que goste de ler relatos de partos, convidem elas para que conheçam o blog e assim possamos juntas trocarmos experiências.

Aguardo vocês! Até amanhã!

Abraços.

Flávia.

3 08
2018

PEGUE LEVE COM VOCÊ

Já se deparou em alguns momentos da sua vida em que se vê angustiada, com nó no peito e com sobrecarga excessiva de afazeres?

Que mulher nunca passou por isso não é mesmo? Principalmente se você for mãe, provavelmente você já se sentiu demasiadamente pesada com a sobrecarga das tarefas e responsabilidades diárias a serem cumpridas.

Queremos trabalhar e colaborar com a renda da casa (pior ainda quando você é a única responsável pela renda), queremos deixar a casa sempre linda, com cada coisa em seu lugar, sempre pronta para receber visita. Queremos nossos filhos sempre limpinhos, perfumados, de barriga cheia, comidinha sempre pronta na hora certa. Queremos poder dar atenção igual a todos os filhos, ter tempo para cuidar de nós mesmas, sair com as amigas, cuidar do maridão. Enfim, queremos dar conta de tudo!

Mas devemos para para pensar e se questionar: a quem queremos provar que somos tão potentes? A quem estamos querendo impressionar? Quem de fato está por trás de tantas cobranças? Quem está nos exigindo tanto para fazer tudo e ter que dar conta de tudo sempre? Quem??

Quando estava grávida do meu terceiro filho, tinha tudo meio que esquematizado de como seriam as coisas aqui em casa com a chegada dele. Eu tinha criado uma nova rotina de organização do lar, tinha programado para voltar para academia no máximo um mês depois do parto normal, queria voltar escrever e trabalhar na nossa empresa com uns 15 dias após parto (claro, seria coisa de duas horas por dia, apenas para não ficar parada e poder colaborar financeiramente com o meu marido).

Então meu filho nasceu e com ele os sabores e dissabores da maternidade real. Mesmo não sendo mais mãe de primeira viagem, me vi sendo surpreendida pela vida. Cada filho é único e tem suas necessidades. Meu Arthur não era um bebê calminho quanto foi meus dois primeiros filhos. Continue lendo

26 07
2018

Escrever é terapia

Clarice Lispector

Postei o seguinte texto no instagram já tem algumas semanas:

“Sobre o poder das palavras. Elas exalam sentimentos, dão formas às ideias e descrevem até mesmo loucuras.

Retratam mistos de emoções, dão vida às sensações mais confusas, conseguem conectar pessoas e por que não salvar o coração de quem escreve? Sim, as palavras podem ferir, mas podem também salvar, servir de remédio, terapia.
Experimente fazer o uso benéfico das palavras a seu favor.
Sendo mãe, escreva frases motivacionais para você mesma.
Escreva um desabafo. Escreva para não surtar.
Escreva para se conhecer.
Escreva para se (re) conhecer.
Escreva para dar voz aos seus pensamentos…para se ouvir…para se entender…para ter tempo para avaliar seus sentimentos.
Escreva por amor, pela dor, por socorro.
Simplesmente escreva.

Para minha maternidade escrever tem sido libertador. Que tal experimentar também?
E assim você vai ver como Clarice Lispector (autora da frase da imagem) tinha mesmo razão: escrevendo apenas uma linha poderá salvar seu coração.”

Finalizei a postagem e, após ela, várias mulheres, principalmente mães, vieram ao meu encontro por meio de comentários ou via direct, me falando o quão bom é escrever e que realmente escrever tem sim seu papel terapêutico.

Nem todas as pessoas tem condições financeiras de arcar com terapeutas, psicólogos, coachs ou mentores a fim de que possam buscar maior qualidade de vida mental e emocional.

Também nem sempre podemos participar gratuitamente de consultas através do Sistema Único de Saúde, uma vez que as vagas são bem escassas e a demanda de pessoas na fila de espera é grande.

Por isso, te aconselho a parar tudo que tem para fazer e apenas por alguns minutos escreva em uma folha de papel como é que você está se sentindo hoje.

Ninguém precisa ler o que você escrever. Faça isso apenas para que você possa se ouvir, se conectar consigo mesma e perceber suas emoções: aquilo que te aflige ou aquilo que te alegra.

Depois disso, respire, reflita e busque mentalizar pensamentos positivos que possam te dar paz, tranquilidade. Você pode fazer isso orando, lendo um trecho bíblico, ouvindo uma canção, desenhando…enfim, da forma que você se sentir confortável para fazer e buscar um momento de paz e ordenamento das suas ideias.

Pronto: acabou de ter um momento de autocuidado! Como se tivesse feito uma terapia em você mesma, um processo de autoconhecimento.

É extremamente importante termos um tempo só nosso, para buscarmos nos entender e organizar os nossos pensamentos que por vezes são tão acelerados e ansiosos.

Tenho certeza que fazer esse processo com o auxílio da escrita vai te fazer muito bem e você ainda vai vir aqui me contar como tem sido bom se conhecer e se reconhecer através da escrita.
Abraços.
Flávia.